segunda-feira, 5 de março de 2012

Tempo

Mais um dia de verão, onde o sol quente e chamativo convidada as pessoas para (mais) um dia quente e seco… muitas decidiram aproveitar este dia e torna-lo num dia único. O mar estava calmo, com uma temperatura amena… a praia estava cheia de famílias que aproveitavam aquele dia. Mas, havia alguém que se sentia imune ao que se passava ao seu redor. Era uma mera rapariga que vagueava pela marginal, com numerosos bares cheios de pessoas a tentarem refrescar-se. O sol encontrava-se no seu ponto mais alto do dia, amarelo, redondo e grande… cada passo, cada olhar… mais pessoas e mais guarda-sóis de variados formatos e cores. A marginal estava a acabar, naquele estado infeliz?? Um pouco afastado, encontrava-se uma esplanada, vista de longe, deserta mas aberta, onde a rapariga decidiu passar um tempo a reflectir sobre a sua vida… aquela esplanada era um sítio acolhedor, um pouco distante da vila. Pouco tempo depois de se encontrar naquele sítio, a rapariga decide entrar naquele mar, a areia estava quente e seca, o vento quase que não se sentia. Cada avanço. É como se o seu destino estivesse escrito. A água subia pelo seu corpo e nada faria com que voltasse atrás… O seu corpo deixa de se ver, acabando por perder os seus sentidos, mas uma pessoas que tinha acabado de chegar àquele sítio conseguiu vê-la e correu a ajudá-la. Era um rapaz como outro qualquer, que se aventurou no mar para a salvar… a rapariga acorda, pouco tempo depois de sair da água, e a primeira que vê é uma t-shirt branca rodeada por uma luz amarela. A rapariga sorriu, assim como o rapaz, abraçando-se um ao outro e a rapariga diz “voltaste?” e o rapaz “desculpa…”… Atirando depois o seu relógio ao mar, disse “tu és o meu tempo e não o quero perder com mais ninguém”



Walking on the beach. Porto Covo, Portugal. Fr...

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