Mais um dia de verão, onde o sol
quente e chamativo convidada as pessoas para (mais) um dia quente e seco…
muitas decidiram aproveitar este dia e torna-lo num dia único. O mar estava
calmo, com uma temperatura amena… a praia estava cheia de famílias que
aproveitavam aquele dia. Mas, havia alguém que se sentia imune ao que se
passava ao seu redor. Era uma mera rapariga que vagueava pela marginal, com
numerosos bares cheios de pessoas a tentarem refrescar-se. O sol encontrava-se
no seu ponto mais alto do dia, amarelo, redondo e grande… cada passo, cada
olhar… mais pessoas e mais guarda-sóis de variados formatos e cores. A marginal
estava a acabar, naquele estado infeliz?? Um pouco afastado, encontrava-se uma
esplanada, vista de longe, deserta mas aberta, onde a rapariga decidiu passar
um tempo a reflectir sobre a sua vida… aquela esplanada era um sítio acolhedor,
um pouco distante da vila. Pouco tempo depois de se encontrar naquele sítio, a
rapariga decide entrar naquele mar, a areia estava quente e seca, o vento quase
que não se sentia. Cada avanço. É como se o seu destino estivesse escrito. A água
subia pelo seu corpo e nada faria com que voltasse atrás… O seu corpo deixa de
se ver, acabando por perder os seus sentidos, mas uma pessoas que tinha acabado
de chegar àquele sítio conseguiu vê-la e correu a ajudá-la. Era um rapaz como
outro qualquer, que se aventurou no mar para a salvar… a rapariga acorda, pouco
tempo depois de sair da água, e a primeira que vê é uma t-shirt branca rodeada
por uma luz amarela. A rapariga sorriu, assim como o rapaz, abraçando-se um ao
outro e a rapariga diz “voltaste?” e o rapaz “desculpa…”… Atirando depois o seu
relógio ao mar, disse “tu és o meu tempo e não o quero perder com mais ninguém”.
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